Tomb Raider: Legacy of Atlantis ganhou uma nova demonstração durante a Gamescom 2026 e mostrou como Crystal Dynamics e Flying Wild Hog pretendem reconstruir a primeira aventura de Lara Croft para uma nova geração.

O jogo é uma releitura completa do Tomb Raider de 1996, mas não pretende simplesmente reproduzir o original com gráficos modernos. Cenários foram ampliados, quebra-cabeças reformulados e o combate ganhou novas mecânicas, enquanto a exploração continua exigindo que o próprio jogador descubra como avançar.

Exploração sem caminho marcado

Uma das principais diferenças está no tamanho e na estrutura dos cenários.

Áreas que funcionavam como salas isoladas no jogo original agora são parcialmente conectadas e oferecem diferentes caminhos para exploração. O Vale Perdido, no Peru, é um dos exemplos apresentados nas demonstrações.

O clássico quebra-cabeça das engrenagens também foi reconstruído. Lara precisa encontrar peças para ativar um mecanismo que interrompe uma cachoeira e libera a passagem para uma nova área.

O jogo, porém, não entrega diretamente onde encontrar os objetos necessários.

Segundo Jeff Adams, diretor de experiência da Crystal Dynamics, a intenção é fazer o jogador pensar como Lara Croft. Por isso, o estúdio evita simplesmente fornecer um mapa ou indicar exatamente para onde o jogador deve seguir.

Caminhos secundários também escondem recursos, colecionáveis e segredos.

Lara está mais acrobática

O combate abandona parte da abordagem mais realista da trilogia iniciada em 2013 para recuperar características clássicas da personagem.

As tradicionais pistolas duplas estão de volta, acompanhadas de movimentos acrobáticos.

Durante os confrontos, Lara acumula uma barra chamada Focus. Ao ativá-la, a personagem realiza movimentos acrobáticos enquanto o tempo desacelera temporariamente, permitindo atacar inimigos durante saltos e esquivas.

A intenção é aproximar o combate da maneira como Lara se movimenta durante a exploração.

T-Rex também está de volta

Outro momento clássico recriado é o encontro com o T-Rex no Vale Perdido.

Na nova versão, Lara inicialmente enfrenta grupos de dinossauros menores antes da chegada do gigantesco predador.

O encontro começa com uma sequência de perseguição, na qual Lara precisa correr, saltar e escalar para escapar do animal.

Os desenvolvedores afirmam que a proposta é preservar os momentos reconhecíveis do jogo de 1996, mas introduzir novas situações para que mesmo quem conhece o original não saiba exatamente o que acontecerá.

Até os dinossauros receberam mudanças: algumas espécies agora apresentam penas, seguindo conhecimentos paleontológicos mais recentes.

Não é apenas um remake

A Crystal Dynamics define Legacy of Atlantis como uma reimaginação da aventura original.

A história continua acompanhando Lara em busca dos fragmentos do Scion, levando a personagem pelas selvas do Peru, ruínas da Grécia, desertos do Egito e uma misteriosa ilha no Mediterrâneo.

Entretanto, a narrativa foi ampliada e ganhará novas conexões com o futuro da personagem.

O jogo utiliza Unreal Engine 5 e está sendo desenvolvido pela Flying Wild Hog em colaboração com a Crystal Dynamics.

Tomb Raider: Legacy of Atlantis será lançado em 12 de fevereiro de 2027 para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC.