A Rebel Wolves finalmente colocou sua primeira grande prova diante da crítica.

E o resultado inicial é bastante positivo.

The Blood of Dawnwalker estreou com 83 pontos no Metacritic, após a publicação das primeiras análises internacionais nesta segunda-feira (31), poucos dias antes do lançamento.

A média inicial aparece tanto na versão de PC quanto no PlayStation 5, enquanto a edição para Xbox Series X|S ainda aguarda quantidade suficiente de avaliações para estabelecer sua própria nota.

Os números ainda podem mudar conforme novos reviews forem adicionados ao agregador.

Mas existe uma conclusão bastante clara nas primeiras análises:

os veteranos de The Witcher 3 ainda sabem fazer RPG.

A nova aventura protagonizada por Coen recebeu elogios pelo mundo aberto, atmosfera extremamente sombria, sistema de escolhas, combate e principalmente pela maneira incomum como utiliza o tempo para obrigar o jogador a decidir quais histórias realmente valem a pena.

Nem todo mundo, entretanto, saiu completamente convencido.

Problemas de desempenho, bugs, atividades repetitivas e algumas ideias que poderiam ter sido exploradas com maior profundidade aparecem entre as principais críticas.

Um RPG com 30 dias para salvar sua família

The Blood of Dawnwalker não utiliza apenas vampiros para tentar se diferenciar de outros RPGs.

Existe um relógio correndo.

Coen possui 30 dias para salvar sua família.

Mas isso não significa que o jogador precisa terminar o jogo em 30 dias reais ou correr constantemente pelo mapa.

O tempo avança principalmente quando determinadas ações importantes são realizadas.

Aceitar e concluir missões pode consumir períodos desse calendário.

Isso cria uma situação incomum para um RPG de mundo aberto.

Você não terá tempo para fazer tudo.

Ajudar uma pessoa pode significar abandonar outra.

Investigar determinado mistério pode consumir horas preciosas que poderiam ser utilizadas preparando Coen para enfrentar os vampiros responsáveis pelo sequestro de sua família.

O próprio jogo deixa isso bastante claro:

o mundo não espera pelo jogador.

PCGamesN deu 9/10

Entre as avaliações mais positivas está a da PCGamesN, que concedeu nota 9/10.

Curiosamente, o sistema de tempo que incomodou outros jornalistas foi justamente uma das características mais elogiadas pela publicação.

A análise considera que limitar o tempo disponível adiciona peso às decisões.

Em vez de simplesmente abrir o mapa e completar uma lista gigantesca de atividades, o jogador precisa pensar no que realmente importa para aquela versão de Coen.

A publicação também elogiou o combate e a liberdade oferecida para que pequenas histórias apareçam naturalmente durante a exploração.

Entre os problemas estão inimigos repetidos e algumas animações consideradas ultrapassadas.

Ainda assim, o site classificou Dawnwalker como um dos RPGs favoritos do crítico nos últimos anos.

PC Gamer: 83

A PC Gamer deu exatamente 83 pontos, coincidindo com a média inicial registrada no Metacritic.

O veículo descreveu The Blood of Dawnwalker como um RPG de terror com ideias próprias bastante interessantes, embora considere que nem todas sejam levadas até suas últimas consequências.

O mundo aberto foi um dos principais destaques.

Vale Sangora foi comparado positivamente aos melhores cenários encontrados em The Witcher 3.

A publicação destaca que o mapa consegue transmitir a sensação de um lugar realmente habitado, em vez de simplesmente funcionar como uma coleção de ícones e atividades esperando pelo jogador.

Existe também um detalhe interessante.

Mesmo podendo atravessar rapidamente o cenário utilizando poderes sobrenaturais, o jornalista afirma ter passado bastante tempo simplesmente caminhando pelas florestas e montanhas para observar o mundo criado pela Rebel Wolves.

É um elogio considerável para qualquer RPG de mundo aberto.

GamesRadar foi muito mais crítica: 6/10

Nem todo mundo concordou.

A GamesRadar+ deu apenas 6/10 para The Blood of Dawnwalker.

É uma das avaliações mais críticas publicadas até agora.

O principal problema, curiosamente, está justamente no sistema que outros veículos elogiaram.

Para a publicação, a mecânica dos 30 dias cria um ritmo estranho.

Em vez de produzir constantemente a sensação de urgência, determinadas atividades simplesmente consomem blocos de tempo e fazem o jogador questionar se realmente valem o investimento.

O veículo também considera que algumas atividades secundárias acabam ficando repetitivas.

Existe ainda uma crítica particularmente interessante para um jogo sobre vampiros:

ser vampiro poderia importar muito mais.

A GamesRadar considera que os poderes sobrenaturais nem sempre possuem consequências morais ou narrativas tão profundas quanto a premissa inicialmente sugere.

Mesmo assim, a construção do mundo baseada no folclore europeu foi elogiada.

VGC deu 4/5

A VGC ficou consideravelmente mais satisfeita.

O veículo deu 4 estrelas de 5 e descreveu Dawnwalker como uma estreia excelente para a Rebel Wolves.

Entre os maiores elogios aparecem as missões, o combate e principalmente o tamanho controlado do mundo aberto.

A publicação considera que existe muito pouco conteúdo colocado simplesmente para aumentar artificialmente a duração.

Em uma época em que RPGs gigantescos frequentemente utilizam centenas de atividades para preencher mapas enormes, Dawnwalker prefere trabalhar com uma área menor e mais concentrada.

Para a VGC, essa decisão funciona.

O problema aparece principalmente na parte técnica.

A versão de PlayStation 5 analisada apresentou quedas de frame rate e uma quantidade considerável de bugs.

Nenhum deles destruiu completamente a experiência graças ao sistema frequente de salvamento automático e manual, mas a publicação considera que o jogo chega ao lançamento precisando de algum refinamento.

Insider Gaming: 9/10

A Insider Gaming também colocou Dawnwalker entre os grandes lançamentos do gênero, dando nota 9/10.

A publicação considera o jogo uma das melhores estreias de uma nova propriedade intelectual produzida por um estúdio recém-formado nos últimos anos.

O mundo aberto, variedade da aventura e atmosfera foram especialmente elogiados.

Mais uma vez, entretanto, os problemas técnicos aparecem.

A análise aponta falhas de desempenho e algumas decisões relacionadas ao gameplay que impedem Dawnwalker de alcançar aquilo que o veículo considera nível de obra-prima.

Ainda assim, o resultado geral foi extremamente positivo.

De dia, humano. De noite, vampiro

Grande parte da identidade do jogo está naturalmente em Coen.

O protagonista é um Dawnwalker.

Durante o dia, ele continua essencialmente humano.

Isso significa utilizar espada e magia para sobreviver.

Quando o sol desaparece, entretanto, Coen assume sua natureza vampírica.

As habilidades mudam.

O protagonista ganha acesso a poderes sobrenaturais, pode desafiar a gravidade e utilizar sua própria condição monstruosa para alcançar lugares e resolver situações de maneiras completamente diferentes.

Essa divisão também influencia missões.

Determinadas oportunidades aparecem dependendo do horário.

Uma situação enfrentada durante o dia pode oferecer possibilidades diferentes quando visitada novamente durante a noite.

O objetivo da Rebel Wolves é fazer com que as duas versões do protagonista sejam realmente importantes.

E você não precisa ser bonzinho

A história começa durante o século XIV, em uma Europa devastada por guerras e pela peste.

Nesse momento de fragilidade, os vampiros deixam de permanecer escondidos.

Eles assumem o poder.

Em Vale Sangora, uma região fictícia inspirada principalmente pela Europa Oriental, o vampiro Brencis estabelece seu próprio domínio sobre a população.

A família de Coen acaba sequestrada.

Salvar essas pessoas é o objetivo central.

A maneira de fazer isso, entretanto, depende do jogador.

Coen pode tentar preservar sua humanidade.

Pode formar alianças.

Pode ajudar habitantes encontrados pelo caminho.

Ou pode gradualmente abraçar a criatura que está se tornando.

A Rebel Wolves descreve Dawnwalker como um sandbox narrativo, no qual diferentes missões e decisões se combinam para construir a história.

Veteranos de The Witcher 3 estão por trás do jogo

Existe um motivo bastante óbvio para Dawnwalker ter sido comparado tantas vezes com The Witcher.

A Rebel Wolves foi fundada por Konrad Tomaszkiewicz, que trabalhou como diretor de The Witcher 3: Wild Hunt na CD Projekt Red.

Ele não é o único veterano.

Diversos integrantes da equipe participaram do desenvolvimento de The Witcher 3 e suas expansões, enquanto outros trabalharam em Cyberpunk 2077.

Dawnwalker é justamente a primeira oportunidade para esse grupo construir um universo próprio desde o começo.

E as influências aparecem.

A Europa medieval sombria.

As criaturas baseadas em folclore.

As escolhas.

As missões narrativas.

A maneira como pequenas histórias aparecem durante a exploração.

Mas existe uma diferença fundamental.

A Rebel Wolves não quis simplesmente construir “The Witcher com vampiros”.

O sistema de tempo, a transformação de Coen e a estrutura mais compacta do mundo são justamente as tentativas de estabelecer uma identidade própria.

O mundo menor recebeu elogios

Essa talvez seja uma das decisões mais interessantes do projeto.

Vale Sangora não tenta competir com os maiores mapas já produzidos.

A região possui florestas, planícies, pântanos, montanhas, vilarejos e ruínas.

Mas tudo foi construído em uma escala relativamente concentrada.

A VGC elogiou diretamente essa abordagem.

Existe uma quantidade menor de espaço simplesmente utilizado para separar uma atividade da próxima.

A Rebel Wolves prefere concentrar personagens e histórias.

Isso combina diretamente com o sistema dos 30 dias.

Se o jogador não consegue fazer absolutamente tudo, cada descoberta precisa parecer potencialmente importante.

O mapa não existe apenas para ser completamente limpo.

A estreia de uma nova saga

The Blood of Dawnwalker não foi pensado como uma aventura isolada.

A própria Rebel Wolves descreve o projeto como o primeiro capítulo de uma nova saga de fantasia sombria.

Naturalmente, qualquer continuação dependerá também da recepção comercial.

Mas as primeiras análises mostram que existe uma base bastante sólida para isso.

O jogo possui uma média inicial na casa dos 83 pontos, enquanto algumas avaliações individuais chegaram a 9/10.

As maiores críticas estão concentradas principalmente em problemas técnicos e na execução de determinadas ideias, não necessariamente na ausência delas.

É uma diferença importante.

Dawnwalker parece ser um jogo que desperta discussões justamente porque tenta fazer coisas diferentes dentro de uma estrutura bastante conhecida.

The Blood of Dawnwalker chega nesta quinta-feira

A espera está praticamente terminando.

The Blood of Dawnwalker será lançado em 3 de setembro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.

A data está confirmada oficialmente pela Bandai Namco e pela Rebel Wolves.

O jogo utiliza Unreal Engine 5 e representa a estreia da nova propriedade intelectual do estúdio.

As médias do Metacritic ainda deverão mudar conforme mais análises forem contabilizadas.

Por enquanto, entretanto, a estreia é positiva.

Existem bugs.

O desempenho preocupa alguns veículos.

Nem todo mundo gostou da maneira como o relógio controla as missões.

E alguns críticos queriam consequências muito mais profundas para a vida de um vampiro.

Mas existe algo interessante acontecendo em praticamente todas essas análises:

as pessoas estão discutindo as ideias de The Blood of Dawnwalker.

Para o primeiro jogo de um novo estúdio tentando construir a próxima grande saga de RPG, talvez esse seja um ótimo lugar para começar.