Foram mais de 20 anos esperando por um novo Onimusha.
Aparentemente, valeu a pena.
Onimusha: Way of the Sword estreou com 85 pontos no Metacritic, depois que o embargo das análises internacionais terminou nesta segunda-feira (31).
A recepção inicial coloca o retorno da clássica franquia da Capcom entre os jogos de ação mais bem avaliados deste segundo semestre.
E existe um ponto em que praticamente todo mundo parece concordar:
o combate é o grande destaque.
A nova aventura protagonizada por Miyamoto Musashi recebeu elogios pelas batalhas de espada, sistema de parry, confrontos contra chefes e direção artística.
Nem tudo, entretanto, funcionou tão bem.
Parte da imprensa considera que a Capcom esticou demais a aventura, principalmente através de atividades secundárias, inimigos repetidos e elementos de mundo semiaberto.
Ainda assim, depois de duas décadas longe dos grandes lançamentos, Onimusha parece ter conseguido aquilo que precisava:
voltar em grande forma.
Nota chega a 88 dependendo da plataforma
Como acontece com outros jogos multiplataforma, o Metacritic separa as avaliações dependendo da versão analisada.
E as notas iniciais apresentam algumas diferenças.
A versão para Nintendo Switch 2 chegou a 88 pontos, enquanto a edição de PlayStation 5 aparece com 86 nas primeiras compilações das análises.
No PC, a média inicial está na casa dos 82 pontos.
A quantidade de reviews disponível para cada plataforma é diferente, portanto comparar diretamente esses números exige cuidado.
Além disso, as médias ainda podem subir ou cair conforme novas análises forem adicionadas ao Metacritic.
Considerando o conjunto inicial das avaliações, entretanto, Way of the Sword circula pela faixa dos 85 pontos.
É uma estreia bastante saudável para uma franquia que passou mais de duas décadas sem receber um capítulo principal completamente novo.
PC Gamer: 83
A PC Gamer deu 83 pontos para o novo Onimusha.
A publicação destacou principalmente a mistura entre a tradição dos antigos jogos da Capcom e um sistema moderno de combate físico com espadas.
Para a análise, a luta consegue transmitir peso de maneira excepcional.
Bloquear, aparar e responder aos ataques exige atenção, enquanto o impacto das lâminas ajuda a transformar os confrontos em algo muito mais deliberado do que simplesmente apertar repetidamente o botão de ataque.
O principal problema apontado foi o ritmo da campanha.
Way of the Sword possui momentos excelentes, mas nem sempre consegue conectá-los sem perder velocidade.
Ainda assim, a avaliação descreve o combate como o elemento capaz de carregar o retorno da franquia.
Game Informer: 8/10
A Game Informer também deu nota 8.
Mais uma vez, o combate apareceu como protagonista.
A publicação considera este o Onimusha mais complexo e exigente produzido até agora e destaca que o jogador realmente precisa aprender profundamente seus sistemas.
Way of the Sword cobra domínio das mecânicas.
Entrar em uma batalha simplesmente atacando sem pensar pode terminar rapidamente na tela de derrota.
A análise também elogiou a maneira como a Capcom utiliza uma versão fictícia de Miyamoto Musashi.
Em vez de construir outra história completamente obcecada por honra e vingança, o protagonista possui personalidade mais irreverente e uma relação diferente com as batalhas.
Musashi gosta de lutar.
E o jogo parece gostar tanto quanto ele.
Algumas análises já falam em um dos melhores Onimusha
Outros veículos foram ainda mais entusiasmados.
A TechRadar recomendou o jogo e chegou a classificá-lo como o melhor capítulo da franquia.
O site destacou as batalhas cinematográficas, a apresentação visual e principalmente os confrontos com chefes.
A RPG Site foi igualmente positiva e colocou algumas dessas batalhas entre as melhores encontradas recentemente em jogos de ação.
Para a publicação, Way of the Sword consegue transformar determinados chefes em verdadeiros clímax cinematográficos.
A direção artística também aparece constantemente entre os elogios.
A Kyoto histórica apresentada pela Capcom foi tomada pela Malice, transformando locais inspirados no Japão do período Edo em ambientes de fantasia sombria infestados pelos Genma.
É uma mistura bastante familiar para quem jogou os títulos antigos.
Agora, entretanto, tudo acontece utilizando a tecnologia atual da Capcom.
Mas nem todo mundo se apaixonou
Existe também uma parcela mais crítica.
A VGC deu 3 estrelas de 5, equivalente a 6/10.
Curiosamente, mesmo uma das avaliações menos positivas concorda que o combate é excelente.
O problema estaria em praticamente tudo aquilo colocado ao redor dele.
Segundo a publicação, a estrutura semiaberta introduz elementos desnecessários que prejudicam o ritmo da aventura.
Existem atividades secundárias consideradas pouco interessantes e encontros que acabam prolongando artificialmente determinadas missões.
A crítica fica especialmente pesada quando entra em cena a repetição de chefes e subchefes.
Alguns adversários precisam ser enfrentados novamente várias vezes durante a campanha.
A VGC afirma ter encontrado determinados confrontos sete ou oito vezes.
Para uma aventura que levou aproximadamente 30 horas para que o jornalista explorasse a maior parte do conteúdo disponível, esse preenchimento acabou prejudicando a experiência.
O mundo semiaberto divide opiniões
Essa talvez seja a maior divergência encontrada entre as primeiras análises.
Onimusha nasceu em uma época bastante diferente.
Os primeiros jogos utilizavam estruturas relativamente lineares, câmeras fixas e cenários muito mais controlados.
Way of the Sword precisava modernizar essa fórmula.
A solução da Capcom foi criar áreas maiores de Kyoto que podem ser exploradas, adicionar missões secundárias e incorporar algumas estruturas encontradas nos jogos de ação modernos.
Nem todos consideraram isso necessário.
A PCGamesN, que deu 8/10, elogiou história, personagens e combate, mas apontou que alguns detalhes ao redor dessa estrutura principal deixam a desejar.
A VGC foi mais longe e considera que Onimusha acabou aprendendo algumas das lições erradas dos jogos de mundo aberto lançados durante os anos em que a franquia permaneceu adormecida.
É uma crítica curiosa.
Onimusha ajudou a influenciar jogos de ação durante os anos 2000.
Agora retorna para um mercado transformado por muitos dos títulos que surgiram depois dele.
Combate parece ser praticamente unanimidade
Se existe um elemento capaz de unir avaliações positivas e negativas, entretanto, é a espada de Musashi.
Way of the Sword constrói suas batalhas ao redor de ataques, bloqueios, parries, esquivas e contra-ataques.
A diferença está na sensação de impacto.
Espadas batem umas contra as outras com violência.
Ataques precisam ser lidos.
Defesas realizadas no momento correto abrem oportunidades.
E jogadores mais experientes conseguem transformar confrontos inicialmente complicados em sequências extremamente agressivas.
A Game Informer destaca justamente a diferença entre alguém começando a aprender o sistema e alguém que realmente domina suas possibilidades.
A evolução não acontece apenas porque Musashi ficou numericamente mais poderoso.
O próprio jogador fica melhor.
Essa parece ser uma das maiores conquistas do novo Onimusha.
Musashi enfrenta demônios em Kyoto
Way of the Sword coloca uma versão ficcional do lendário espadachim Miyamoto Musashi no centro da história.
Kyoto foi tomada por nuvens de Malice e criaturas demoníacas conhecidas como Genma começam a atravessar a fronteira entre o inferno e o mundo dos vivos.
Musashi acaba utilizando a Oni Gauntlet, artefato diretamente relacionado à identidade histórica da franquia.
A luva permite absorver as almas dos inimigos derrotados e concede ao protagonista habilidades necessárias para enfrentar criaturas cada vez mais perigosas.
A história mistura personagens históricos japoneses com fantasia sobrenatural.
É exatamente a combinação que ajudou Onimusha a construir sua identidade no PlayStation 2.
Só que desta vez a Capcom possui mais de duas décadas de evolução tecnológica para brincar com ela.
Primeiro Onimusha novo em mais de 20 anos
Esse lançamento possui um peso particularmente grande para a Capcom.
Way of the Sword é o primeiro título completamente novo da série em mais de 20 anos.
A própria companhia descreveu o projeto como parte de sua estratégia de reativar propriedades intelectuais que permaneceram muito tempo sem novos capítulos.
Durante os anos 2000, Onimusha foi uma das franquias importantes da empresa.
O primeiro jogo chegou a se tornar o primeiro título de PlayStation 2 da Capcom a ultrapassar 1 milhão de unidades vendidas.
Depois vieram continuações, derivados e diferentes experimentos.
Até que a franquia praticamente desapareceu.
Remasters mantiveram o nome vivo, mas um verdadeiro novo capítulo demorou mais de duas décadas.
Way of the Sword funciona, portanto, quase como um recomeço.
Não é necessário conhecer profundamente os jogos anteriores para acompanhar a história de Musashi.
E ainda ganhou dois prêmios na Gamescom
A boa recepção da crítica chega poucos dias depois de outra vitória.
Onimusha: Way of the Sword ganhou dois prêmios na Gamescom Awards 2026, realizada entre 26 e 30 de agosto, na Alemanha.
A Capcom confirmou nesta segunda-feira que o jogo saiu do evento com duas premiações, reforçando a recepção positiva que sua demonstração recebeu durante a feira.
É um bom momento para a publisher.
O jogo ainda nem chegou oficialmente às lojas e já acumula prêmios e médias altas entre as primeiras análises.
Agora falta a parte mais importante:
descobrir como os jogadores vão recebê-lo.
Onimusha: Way of the Sword chega nesta semana
A espera está praticamente terminando.
Onimusha: Way of the Sword será lançado em 4 de setembro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC.
Uma demonstração também permite experimentar antecipadamente parte do sistema de combate.
As médias do Metacritic ainda deverão mudar nos próximos dias conforme mais análises forem contabilizadas.
Por enquanto, entretanto, o cenário é bastante claro.
A Capcom ressuscitou uma franquia que permaneceu adormecida durante duas décadas e encontrou um mercado completamente diferente daquele que Onimusha deixou para trás.
Nem todas as tentativas de modernização agradaram.
O mundo semiaberto dividiu opiniões.
A repetição incomodou.
O ritmo poderia ser melhor.
Mas quando Musashi desembainha a espada, praticamente todo mundo parece concordar: Onimusha ainda sabe lutar.


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