Uma pequena cidade polonesa, moradores perdendo a sanidade e uma substância estranha consumindo lentamente tudo aquilo que encontra pelo caminho. Holstin ganhou um novo trailer durante a Gamescom 2026 e finalmente recebeu uma janela de lançamento: o survival horror chega em 2027.
Desenvolvido pelo estúdio polonês Sonka e publicado pela Team17, o jogo será lançado para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC, através da Steam, GOG e Microsoft Store.
O título também estará disponível no Game Pass, ampliando bastante o alcance de um projeto que vem chamando atenção desde suas primeiras demonstrações.
Mais do que simplesmente recuperar elementos de clássicos do survival horror, Holstin tenta fazer algo bastante diferente visualmente: mudar completamente a perspectiva da câmera dependendo daquilo que o jogador está fazendo.
Alguma coisa está muito errada em Jeziorne-Kolonia
A história acompanha Tomasz Wolanski, que viaja até a pequena cidade de Jeziorne-Kolonia, localizada em uma região rural próxima a um lago.
Ele não está ali por turismo.
Tomasz procura um amigo desaparecido, um jornalista investigativo que esteve na cidade antes de simplesmente parar de dar notícias.
Ao chegar ao local, rapidamente fica claro que o desaparecimento talvez seja apenas uma pequena parte de algo muito maior.
Uma presença misteriosa tomou conta de Jeziorne-Kolonia. Uma espécie de gosma repulsiva começa a consumir ruas, construções, animais e moradores, enquanto criaturas deformadas passam a circular pela região.
Os poucos habitantes que ainda permanecem conscientes também parecem estar lentamente perdendo contato com a realidade.
Para descobrir o que aconteceu com seu amigo, Tomasz precisará investigar justamente esse lugar.
E, naturalmente, sobreviver tempo suficiente para conseguir sair dele.
Moradores podem ser tão importantes quanto as armas
Apesar das criaturas espalhadas pela cidade, Holstin não será construído apenas ao redor do combate.
Conversar com os habitantes será fundamental para avançar na investigação.
O problema é que muitos deles estão gradualmente perdendo a sanidade.
Alguns moradores poderão fornecer pistas importantes ou ajudar na resolução de determinados quebra-cabeças, mas conseguir essas informações exigirá compreender suas obsessões e até participar de suas próprias ilusões.
Ganhar a confiança de determinados personagens poderá abrir novos caminhos para a investigação.
Pressioná-los demais, entretanto, pode não produzir o resultado esperado.
A proposta reforça o lado psicológico do terror e transforma os próprios habitantes de Jeziorne-Kolonia em parte do mistério.
A câmera muda junto com o jogo
É visualmente que Holstin apresenta uma de suas ideias mais interessantes.
A Sonka desenvolveu uma tecnologia própria chamada 2XD Rendering, utilizada para combinar pixel art desenhada à mão com iluminação em tempo real e ambientes que podem ser observados através de diferentes ângulos.
Durante a exploração tradicional, o jogo pode utilizar uma perspectiva isométrica em 3D.
Quando uma arma é sacada, a câmera pode se aproximar e transformar a cena praticamente em um shooter em terceira pessoa.
Ao dirigir determinados veículos, a visão muda novamente e passa para primeira pessoa.
Existem ainda momentos com exploração vista de cima e até sequências que assumem uma perspectiva semelhante a um plataforma side-scroller.
O jogador também poderá girar a câmera entre oito ângulos diferentes, permitindo observar áreas que poderiam permanecer escondidas atrás dos cenários.
É uma combinação bastante incomum para um jogo construído visualmente ao redor de pixel art.
Resident Evil, Silent Hill e um pouco de Twin Peaks
As inspirações da equipe não são exatamente um segredo.
A Sonka já citou Resident Evil e Silent Hill como referências para a estrutura de survival horror, enquanto a narrativa procura uma atmosfera mais próxima do mistério surreal encontrado em Twin Peaks.
Isso aparece principalmente na combinação entre uma cidade aparentemente comum e acontecimentos progressivamente mais perturbadores.
O jogador terá que explorar ambientes, procurar recursos e administrar munição enquanto enfrenta as criaturas espalhadas pela região.
Tomasz não é apresentado como um herói extremamente poderoso.
Armas e suprimentos serão limitados, tornando necessário decidir quando vale a pena enfrentar determinada ameaça e quando simplesmente sobreviver é a melhor alternativa.
A Polônia de 1992 faz parte do terror
A ambientação também não foi escolhida apenas pela estética.
Holstin acontece na Polônia do início dos anos 1990, pouco depois do fim do regime comunista e durante um período de profundas transformações econômicas e sociais no país.
A Sonka quer reproduzir especificamente a aparência daquele período.
Casas possuem papéis de parede envelhecidos, eletrodomésticos antigos, propagandas da época, móveis desgastados e objetos cotidianos inspirados diretamente na Europa Oriental pós-soviética.
Até as placas, marcas fictícias e arquitetura foram desenvolvidas para ajudar a construir essa sensação.
O jogo também terá dublagem completa em polonês e inglês.
A trilha sonora segue a mesma preocupação cultural e será produzida pela banda polonesa de rock alternativo Heima, incluindo músicas com vocais e letras em polonês.
Holstin chega em 2027
A Sonka ainda não revelou o dia ou mês exato da estreia.
A confirmação da Gamescom estabelece apenas que Holstin será lançado em algum momento de 2027.
As plataformas confirmadas são PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC, enquanto jogadores do ecossistema Xbox poderão encontrá-lo também no Game Pass.
Uma demonstração do jogo já está disponível no PC através da Steam, permitindo experimentar parte da proposta antes do lançamento.
Em um gênero no qual cidades amaldiçoadas estão longe de ser novidade, Holstin tenta encontrar sua própria identidade através de um lugar que raramente aparece nos videogames.
Desta vez, o terror não está em uma cidade americana abandonada ou em uma vila japonesa: está na Polônia de 1992 — e alguma coisa definitivamente não está certa em Jeziorne-Kolonia.


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