Depois de várias tentativas de levar Resident Evil para o cinema, a nova adaptação parece ter encontrado uma fórmula que agradou à crítica. O filme dirigido por Zach Cregger alcançou 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, com 237 avaliações contabilizadas.
A recepção coloca Resident Evil entre as adaptações de videogames mais bem avaliadas da história do agregador.
O público também recebeu bem a produção. O Popcornmeter registra atualmente 91% de aprovação entre mais de 5 mil avaliações verificadas.
Não é uma adaptação direta dos jogos
O novo Resident Evil não tenta reproduzir a história de um título específico da Capcom e também não reutiliza os protagonistas tradicionais da franquia.
A trama acompanha Bryan, interpretado por Austin Abrams, um entregador médico que precisa realizar uma entrega no Hospital Geral de Raccoon City.
A situação rapidamente se transforma em uma luta pela sobrevivência quando ele encontra pessoas infectadas por um vírus altamente mutável e acaba atravessando uma noite tomada pelo caos.
A proposta permitiu que Cregger criasse uma história própria dentro do universo de Resident Evil, sem precisar recontar as aventuras de personagens como Leon, Jill ou Chris.
Críticos destacam sensação de estar jogando Resident Evil
É justamente a relação com os games que aparece entre os principais elogios.
Mesmo contando uma história original, diferentes críticas apontam que o filme consegue reproduzir a sensação de progressão característica dos jogos: o protagonista atravessa ambientes perigosos, enfrenta ameaças cada vez maiores e precisa continuar avançando mesmo quando a situação fica cada vez mais absurda.
A crítica do TheWrap destacou especialmente essa evolução. O filme começa apostando fortemente no terror e gradualmente aumenta a escala e o absurdo das situações, seguindo uma dinâmica semelhante à encontrada nos jogos da série.
O consenso publicado pelo próprio Rotten Tomatoes também destaca a capacidade da produção de transportar para o cinema tanto o medo quanto a diversão associados a jogar um título de terror.
Terror e humor dividem espaço
Outro elemento bastante citado é o humor.
Austin Abrams interpreta um protagonista muito diferente dos heróis tradicionais de Resident Evil. Bryan é um personagem comum tentando sobreviver a uma situação completamente fora de controle.
Essa característica permite que o filme alterne entre violência, terror e momentos cômicos.
O resultado agradou boa parte da crítica, embora não exista unanimidade.
Algumas avaliações consideraram que a produção aposta demais no humor e não consegue ser tão assustadora quanto poderia. Também existem críticas à simplicidade da estrutura narrativa e ao desenvolvimento da história.
Ainda assim, a recepção geral permanece amplamente positiva.
Uma história completamente independente
O filme também representa mais um recomeço para Resident Evil nos cinemas.
A produção não possui ligação com os seis filmes protagonizados por Milla Jovovich e também não continua Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City, lançado em 2021.
Cregger preferiu utilizar o universo e os conceitos dos games como base para uma história inédita.
O diretor já havia comandado Barbarian e Weapons e também assina o roteiro ao lado de Shay Hatten.
Além de Austin Abrams, o elenco inclui Zach Cherry, Kali Reis e Paul Walter Hauser.
Resident Evil já está nos cinemas
Resident Evil estreou nos cinemas em 18 de setembro.
A produção tem aproximadamente 90 minutos de duração e classificação R nos Estados Unidos por violência intensa, gore e linguagem.
Com 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme conseguiu algo que suas versões anteriores tiveram dificuldade para alcançar: convencer grande parte da crítica especializada de que Resident Evil também pode funcionar no cinema sem simplesmente reproduzir as histórias dos videogames.
E, desta vez, a estratégia parece ter funcionado justamente por tentar adaptar menos os personagens e mais a sensação de jogar Resident Evil.


LER AGORA →

