Project ZETA quer encontrar seu espaço entre MOBAs, hero shooters e jogos de arena competitivos com uma proposta diferente: quatro equipes de três jogadores entram simultaneamente em uma batalha na qual simplesmente evitar os adversários não será suficiente para vencer.
Desenvolvido pelo estúdio sul-coreano Nirvanana e publicado pela Krafton, o jogo foi apresentado em mais detalhes durante a Gamescom 2026 e está em desenvolvimento para PlayStation 5 e PC.
As partidas reúnem 12 jogadores no Aran Plateau. O objetivo principal é conquistar Prismas, mas chegar até eles envolve enfrentar monstros, derrotar chefes, evoluir durante a partida e decidir quando entrar em confronto direto contra as outras equipes.
Fugir com o objetivo não resolve
Uma das ideias centrais de Project ZETA nasceu de um problema que os desenvolvedores identificaram no tradicional Capture the Flag.
Normalmente, depois de roubar a bandeira adversária, a melhor estratégia é fugir do combate e retornar rapidamente para a própria base.
Project ZETA tenta fazer justamente o contrário.
Depois dos primeiros pontos, conseguir um Prisma comum não será suficiente. O time precisará derrotar uma equipe adversária enquanto estiver carregando o objeto para transformá-lo em um S-Prism e somente depois poderá entregá-lo para marcar.
Isso cria situações em que carregar o objetivo significa procurar uma luta em vez de escapar dela.
Quatro times disputam a mesma arena
A presença de quatro equipes também muda a dinâmica.
Enquanto dois grupos estão lutando entre si, um terceiro pode atacar um chefe, evoluir seus personagens ou simplesmente esperar o momento certo para interferir no confronto.
Monstros espalhados pelo mapa fornecem recursos para fortalecer os personagens, enquanto chefes oferecem recompensas maiores e alguns estão diretamente ligados aos Prismas necessários para vencer.
A estratégia passa então por decidir entre buscar objetivos imediatamente, aumentar o poder da equipe ou atacar adversários que já fizeram o trabalho mais difícil.
Partidas tentam permitir grandes reviravoltas
A Nirvanana também está trabalhando para evitar partidas decididas cedo demais.
O segundo teste global realizado em setembro introduziu sistemas específicos para ajudar equipes que ficaram atrás durante a partida.
Entre eles estão recompensas ajustadas de acordo com a diferença de poder entre jogadores e compensações para times em desvantagem.
Determinados objetivos do mapa também podem oferecer oportunidades para uma equipe recuperar terreno rapidamente.
A intenção é manter o resultado indefinido até os momentos finais.
Lutador, Atirador, Assassino ou Mago
Os personagens são divididos em quatro funções principais: Fighter, Marksman, Assassin e Mage.
Apesar dessa divisão, Project ZETA não segue obrigatoriamente a composição tradicional baseada em tanque, causador de dano e curandeiro.
Os heróis possuem ferramentas ofensivas e defensivas próprias, permitindo diferentes combinações entre os três integrantes da equipe.
O combate acontece em terceira pessoa e dá bastante importância à movimentação, esquiva e leitura dos ataques adversários.
A Nirvanana também está trabalhando para equilibrar jogadores que utilizam controle com aqueles que preferem mouse e teclado.
Project ZETA tenta escapar de rótulos
A própria apresentação oficial evita classificar Project ZETA simplesmente como MOBA, battle royale ou hero shooter.
A Nirvanana utiliza o termo Multi-team Tactical Arena para definir a proposta.
A diferença está principalmente na combinação de quatro equipes, progressão dentro da partida, monstros e chefes espalhados pelo mapa e objetivos que obrigam os jogadores a continuar entrando em confronto.
O desafio será conquistar público em um segmento competitivo que já possui inúmeras opções multiplayer.
Project ZETA está confirmado para PlayStation 5 e PC via Steam. A Krafton ainda não anunciou a data de lançamento.


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